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Prendam-nos sff!

21 Out

Olhámos à  nossa volta.

Vemos o País devastado.

Jovens na porta de embarque de um qualquer aeroporto nacional. Na mala apenas a esperança que nada seja mais negro do que o que estão a deixar para trás.

As famílias despedem-se entre lágrimas e abraços. Revolta.

Arde no peito a imagem da(o) filha(o) a embarcar rumo ao desconhecido, um salto na escuridão que ainda assim parece mais reconfortante do que isto em que nos tornámos. Alguma esperança é sempre melhor que nenhuma esperança.

Portugal já não será! Para o ser, precisa de futuro, e esse tem embarcado nas portas de embarque  14, 15, 16 por esse país fora.

Alimentámos durante anos a ganância de uma escumalha medíocre e criminosa, elegendo governos constituídos por abutres e abastecendo o parlamento com inválidos. Tudo porque ora votamos neles, ora nem sequer perdemos tempo a votar. De uma forma ou de outra, contribuímos para a catástrofe.

Auto-estradas, Pontes, Exposições Universais, enfim PPP’s, obras de engenharia financeira com um único intuito – empobrecer muitos de forma a enriquecer uns poucos.

A justiça envolta por neblina tão espessa que é mais fácil e produtivo perseguir uma senhora que vende azeitonas sem luvas do que um corrupto.

E nas televisões, que espectáculo tão degradante! Ex-políticos, agora comentadores iluminados, que nos cospem na cara quando se passeiam por esses ecrãs como se não tivessem qualquer tipo de responsabilidade no estado a que isto chegou.

Nojo, é o que sinto quando os vejo.

A única solução pacifica que antevejo para que a situação se inverta, é apelar a que os prendam a todos. Porque exportá-los será impossível uma vez que ninguém quer receber de bom grado lixo tóxico.

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Provavelmente, a campanha publicitária do ano

16 Nov

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A Fundação ‘Unhate’, criada pela marca italiana de vestuário United Colors of Benetton, lançou uma campanha publicitária de génio. Num momento em que o mundo está suspenso à espera que rebente o próximo conflito armado devido à crise política e financeira internacional, a agência de comunicação da Benetton, Fabrica, re-inventa a pólvora.

Conseguem pôr líderes mundiais, políticos e religiosos, de países com comportamentos políticos opostos e relações complicadas, aos beijos numa campanha contra o ódio. Barack Obama, Angela Merkel e o Papa Bento XVI surgem nesta acção que pretende, segundo a organização, promover a tolerância e lutar contra a “cultura do ódio”.

“Embora o amor mundial continue a ser uma utopia, o convite a não odiar para combater a cultura do ódio é um objectivo realista”, justificou Alessandro Benetton, Chairman executivo da marca que quer promover a “aproximação entre pessoas, fés, cultura e o entendimento pacífico das motivações do outro”.

Isso, não sei se consegue, mas com as fotografias, as iniciativas em lugares simbólicos de Tel Aviv, Nova Iorque, Roma, Milão e Paris e o filme do realizador francês Laurent Chanez, só hoje (que eu tenha encontrado) a marca conseguiu ser publicitada em 286 websites de agências, jornais, revistas, rádios e televisões dos EUA, Reino Unido, América Latina, Índia e Portugal à borla.

Pelo menos no Expresso, no Sol, no DN, no Jornal de Negócios, no Público, no i, no CM, no Económico, na Visão, na Sábado, na TSF, na RTP, na Reuters, na Associated Press, em 28 jornais brasileiros, no IndiaTimes, no Huffington Post, na ABCNews, no Bloomberg, na CNN, no Wall Street Journal e no Washington Post. Fora os milhares de blogs (incluindo este…), os jornais regionais, as empresas de marketing e publicidade e as visualizações do vídeo no YouTube.

A Igreja Católica ainda veio dar uma ajuda à campanha e levantou logo a polémica: “O grupo italiano Benetton anunciou nesta quarta-feira a decisão de retirar de circulação uma campanha publicitária mostrando o Papa beijando na boca o imã sunita da universidade de Al-Azhar, no Cairo, Ahmed el Tayeb, dizendo-se ‘desolado com o fato de a utilização da imagem ter chocado tanto a sensibilidade dos fiéis'”, escreve a AFP.

Só na RTP, em apenas 20 minutos, o artigo passou a ser o mais lido do site e o link publicado no Facebook ‘RTP notícias’ foi partilhado, também nos primeiros 20 minutos, 280 vezes. Diria que os jornalistas caíram na armadilha e nem deram por isso. Não é novidade: isto da internet e das redes sociais veio mudar o paradigma da comunicação e as regras do jornalismo vão ter que se ajustar. Como?