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Não viraremos a cara à luta! Cada voto conta! O cacique informático é o caminho! Standard’s and People, Pá! para blog revelação 2011!

10 Jan

Os camaradas do Aventar lançaram o mote e o Standard’s and People, Pá! apresentou a sua candidatura a blog revelação 2011. Ao contrário do que acontece no Combate de Blogs, aqui toda a gente pode participar e como tal a cunha deixa de ser determinante para a nomeação (só assim se explica o embuste que foi um blog do estilo do Portugal Uncut ter sido nomeado no concurso acima referido).

Caso tudo corra bem as votações decorrerão entre 15 e 21 de Janeiro numa primeira fase e entre 23 e 28 de Janeiro numa segunda fase com os cinco mais votados de cada categoria. O nosso objectivo para já é o meio da tabela ou quem sabe um pouquinho acima. É preciso evitar a todo o custo um desprestigiante lugar de despromoção e nesse sentido prometemos cacicar com todas as nossas forças.

A lista de candidatos ainda não está fechada, mas do que se pode ver, para já, a concorrência não está muito forte. A campanha noutras bandas ainda vai mansa. Em condições normais teríamos algumas hipóteses de disputar os lugares cimeiros, mas como se trata de voto pela internet, vai ser mais difícil. Certamente que camaradas mais batidos em cacique informático trabalharão bem melhor do que nós. Ainda assim iremos à luta.

O comité central do Standard’s & People, Pá! reuniu e, em nome da transparência e como forma de dar o exemplo, decidiu apresentar a sua estratégia eleitoral publicamente. Para já a nossa acção passa pelo seguinte:

1 – Posts de apelo ao voto de 30 em 30 minutos no facebook;

2 – Solicitar o maior número de amizades no facebook, principalmente de mentes jovens facilmente influenciáveis;

3 – Oferecer o nosso apoio oficial a blogs concorrentes noutras categorias em troca do respectivo apoio à nossa candidatura (enviem propostas);

4 – Postar links de apelo ao voto nas caixas de comentários de jornais como o Correio da Manhã;

5 – Enviar mails e sms de apelo ao voto a todos os nossos contactos;

6 – Votar pessoalmente em cada computador disponível em bibliotecas, universidades, locais de trabalho, etc.

7 – Contratar um hacker informático que nos garanta um significativo número de votos;

8 – Atacar violentamente os nossos adversários;

9 – Bisbilhotar o passado político, profissional e pessoal dos nossos principais adversários de forma a lançar campanhas negras;

Em relação à estrutura de campanha várias ideias foram lançadas. Iremos pedir uns trocos aqui ali para tentar contratar o Vitor Pereira para director de campanha. Caso o Pinto da Costa teime em acreditar nele teremos o Renato Teixeira e o João Gomes de Almeida com segunda e terceira escolhas. Para a assessoria de imprensa a escolha recaiu sobre Daniel Oliveira. Em último recurso teremos sempre um tal de Martinez como solução a custo zero e que certamente não fará muito pior trabalho do que fez aqui. Para colar cartazes o nome escolhido foi um tal de Sapage na condição, segundo fontes seguras, de que este aceitará o trabalho caso o chamemos de algo do tipo vice-sub-secretário adjunto para a propaganda.

Estamos também a pensar convidar o Rodrigo Ferrão para mandatário para a cultura, Sam Bagel para as comunidades africanas e erasmus, Maria João Pinto para as questões sentimentais e Nuno Paz para a insularidade.

Em breve apresentaremos a nossa lista de apoiantes e traremos mais novidades.

Boa sorte a todos!

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Até para o ano camaradas!

30 Dez

Já o devo ter dito por aqui algures mas posso repetir. A minha época do ano favorita é aquela que começa uns dias antes do 25 de Abril e termina pouco depois do 1 de Maio. Os motivos são óbvios: a televisão passa documentários da revolução, escuta-se mais Zeca Afonso e outros cantores de protesto e há um certo espírito de festa, de esperança e de combate no ar. Vamos a festas em associações, andamos de cravo na mão, na lapela ou noutro lado qualquer e participamos na manifestações que se realizam. A lágrima está sempre pronta a cair, basta haver um momento mais intenso que o normal, seja no cantar da Grândola à meia noite de 24 seja numa passagem mais romântica de qualquer documentário sobre a revolução. Em Portugal passa-se melhor, mas noutros sítios também não se passa mal. Há sempre comunidades portuguesas, associações culturais ou em último caso a internet.

A minha segunda época favorita do ano é aquela que começa pouco depois do Natal e termina pouco após a passagem de ano. O Natal pouco ou nada me diz, mas a passagem de ano e os dias que a antecedem têm o seu quê. O regresso a casa para quem está fora propicia reencontros que só acontecem nesta época. Cruzam-se temporariamente caminhos que a vida teima em separar. Partilham-se sonhos e projectos mas também tristezas e desilusões. Faz-se o balanço do ano, seja no capítulo pessoal seja no plano comum e coloca-se tudo em perspectiva. Como resultado de todo este processo surgem as resoluções para o ano seguinte.

O balanço de 2011 já começou aqui pela mão do Diogo Gaivoto. Mais virão provavelmente seja pela pena mordaz do Orlando Lopes de Sá, pelo rigor analítico do Francisco Freitas ou pelo espírito de missão do Carlos Alberto Videira. Também se espera muito da prosa profissional do Pedro Vaz Marques e da Joana Tadeu assim como da visão estético-política da Joana Ferraz e do olhar atento do Diogo Silva. Há muito que se aguardam também os regressos da Teresa Ferraz pela sua combatividade e da Beatriz Guimarães pelo seu toque científico. Da minha parte deixo algumas notas sobre o ano que está prestes a acabar.

Sou obrigado a concordar com a revista Time relativamente à escolha do activista anónimo como personalidade do ano. 2011 foi um ano onde as ruas se encheram com muita dinâmica. No mundo árabe caíram ditadores (incluindo Berlusconi) e no mundo ocidental colocou-se em causa a lógica do sistema económico. Na música, Parva que sou foi sem dúvida a canção do ano, quer pelo significado que teve quer pelo que originou a seguir. Na música, vai também uma menção honrosa para os Homens da Luta e um grande bem haja para a Cesária Évora. No cinema não consigo destacar nenhum nome bem acima dos restantes. Tivemos bons filmes do Woody Allen, do Almodóvar e do Nanni Moretti, mas o que mais gostei foi o do Robert Guédiguian. Em literatura foi um ano fraco para mim, li muito pouco e como tal não tenho nada de grande relevo a destacar.

2011 foi também um ano onde se observou em grande escala a subjugação do poder político face ao económico. De cima a baixo todas as figuras políticas demonstraram incapacidade para liderar em tempos difíceis. Desde Barack Obama que criou expectativas inimagináveis, a Angela Merkel, Durão Barroso ou Sarkozy que nunca criaram expectativa alguma, pouca coisa de bom há para salientar. Menção (des)honrosa vai para Fernando Nobre pelos motivos mais do que explorados neste blog. No futebol apenas uma referência: André Villas Boas. Se Nobre já nos tinha mostrado como é possível descer do céu ao inferno em meia dúzia de meses, Villas Boas provou que o estatuto de lenda ficará apenas reservado a José Mourinho.

Desejo um óptimo 2012 a todos. Certamente será um ano cheio de mudanças. Esperemos que seja para melhor!

PS: Que Andy Schleck ganhe finalmente o Tour.

PS2: Que o Porto seja campeão mas que despeça o Vitor Pereira e arranje um treinador a sério.

Mais duas banhadas eleitorais

7 Dez

Eleições fraudulentas, infelizmente, é coisa que ainda abunda. Esta semana foram mais dois casos a juntar-se à lista: Rússia e República Democrática do Congo (que de democrático só tem mesmo o nome).

Na RDC Kabila prepara-se para clamar vitória. A violência no país já matou cerca de duas dezenas de pessoas e pelo andar da carruagem a situação parece que vai mesmo descambar. Ontem e anteontem por exemplo a comunidade Congolesa residente em Bruxelas e em muitas outras partes do mundo manifestou-se de forma bastante agressiva na denúncia desta fraude eleitoral (ver também aqui).

Na Rússia o partido de Vladimir Putin, Rússia Unida, “venceu” as eleições. Observadores eleitorais, oposição e até Gorbachov denunciaram a fraude e pedem novas eleições. A isto Putin reage com repressão e prende centenas de opositores...

 

Quem ganha com o aumento da violência? A polícia? O governo? Os media?

30 Nov

Esta pergunta dá pano para muita manga mas a sua resposta poderá ajudar a perceber o que realmente está em causa. Os incidentes que decorreram durante a greve geral de 24 de Novembro têm sido amplamente difundidos e discutidos pela blogosfera. Exigem-se mais esclarecimentos, há que peça a cabeça de Miguel Macedo e de Guedes da Silva (Director da PSP) e difundem-se fotos de alegados agentes policiais infiltrados na manifestação responsáveis por desencadear confusão (algumas neste texto). Veja-se por exemplo aqui, aqui, aqui ou aqui.

A confirmar-se que de facto a polícia infiltrou agentes para desencadear distúrbios no seio da manifestação há responsabilidades que terão de ser assumidas.

Mas voltando à questão inicial, quem ganha com isto? A polícia que justifica assim ao poder político a necessidade de um orçamento mais generoso de forma a fazer face ao aumento da violência? O Governo que descredibiliza assim os manifestantes junto da opinião pública e ganha mais espaço para aplicar o seu programa? Os jornalistas mainstream que parecem adolescentes excitados em busca de uma pinga de sangue? Ou todos eles? 

O cúmulo da política de austeridade – o exemplo alemão – das deutsche Beispiel

23 Nov

Os alemães são pessoas porreiras mas no que toca a dinheiros reza o senso comum, muitas vezes comprovado pela realidade, que não são flor que se cheire. Já se sabe que o compasso de espera para sacar a carteira do bolso e pagar a conta é normalmente muito maior num alemão. Isto resulta, claro está, que nacionalidades com outra forma de ver o mundo e talvez menos paciência para este tipo de impasses acabem por arcar com a dita cuja. Também se sabe que não convém muito ser lesto a pagar rodadas quando há alemães ao barulho. O risco de quando chegar a vez do alemão pagar a rodada ser hora de ir embora é enorme.

Alguns dizem que é por isto que a Alemanha é o que é. Talvez seja. Mas não só. Recentemente uma interessante troca de correspondência entre um alemão e um grego veio pôr a nu algumas nuances e colocar em causa verdades ditas absolutas. Vale mesmo a pena ler.

Mas tudo isto não é nada comparado com o caso que vou agora relatar. Fiquei boquiaberto. Reinhilt Weigel é uma rapariga alemã de 38 anos. Em 2003 decidiu meter a mochila às costas e foi parar à Colombia. Juntamente com mais sete companheiros de viagem foi raptada pelo ELN quando passava a noite na Cidade Perdida em Serra Nevada de Santa Marta. Passou ao todo 76 dias de cativeiro  (brilhantemente relatados no filme My Kidnaper) até ser finalmente libertada. Uns tempos depois, após voltar a casa, recebeu um presente inesperado: o estado alemão apresentou-lhe a factura da viagem de helicóptero alugado para a ir buscar! O caso foi parar à justiça e após vários avanços e recuos, a mais alta instância da justiça alemã condenou Reinhilt ao pagamento de 12,640.05 Euros alegando que foi decisão dela viajar para um país com elevado risco de sequestro. 

Bizarro, não? Mas talvez isto nos diga muito sobre a tal Europa que os alemães querem liderar.

Os 800 homens de Otelo

16 Nov

A personagem Otelo Saraiva de Carvalho tem tanto de carismático e apaixonante como de misterioso e desconcertante. Os seus comentários e opiniões, para o bem e para o mal, produzem efeitos na sociedade portuguesa e adquirem algum eco mediático. O da semana passada onde lembrou que bastavam 800 para tomar o poder pela força não foi excepção.

As reacções mais mediáticas foram, como seria de esperar, de profunda crítica ao proferido. O sistema actual apesar de estar doente, lembrou Vasco Lourenço, possui os mecanismos necessários para que a sociedade se organize numa base igualitária e para que a riqueza seja relativamente bem distribuída. Mais, este sistema possui também mecanismos formais para que ele próprio seja melhor afinado. Não há dúvida quanto a isto, embora se tal acontece na prática ou não já pode ser motivo de discórdia.  

Apesar do seu carácter no mínimo desconcertante, creio que estas declaracões foram importantes na medida em que lembram ao país o quão frágeis podem ser os sistemas políticos. Nada está adquirido. Os sistemas políticos, os impérios e até os sistemas económicos nascem, vivem e morrem como tudo o resto. Seria muita arrogância da nossa parte pensar que este sistema político vai perdurar para a eternidade. Outros virão certamente. Melhores esperemos nós, mas também não é certo que assim seja.

Os sistemas políticos sobrevivem e prosperam essencialmente se garantirem dois elementos fundamentais às suas populações: liberdades e bem estar. Aqueles que não garantam os dois, ou mesmo um ou outro, tendem a colapsar mais cedo ou mais tarde. Por liberdades entende-se tudo o que compreende desde os direitos mais básicos de liberdade de expressão, de participação na vida pública ou de associação até questões mais complexas como por exemplo a adopção de crianças por casais homossexuais. Por bem estar entende-se tudo o que engloba bens ou serviços desde os mais essenciais como habitação digna ou acesso à saúde e à educação até aos não tão essenciais como o acesso à cultura.

Actualmente, o sistema político actual passa por uma fase de enorme turbulência. Por um lado, o bem estar das populações está a definhar a uma velocidade estonteante quer como consequência da crise em si quer como resultado da austeridade aplicada para a combater. Por outro lado, as liberdades começam a ser subrepticiamente colocadas em causa como consequência da influência dos mercados na política. Até quando a situação se vai manter minimamente calma? Ninguém sabe. Será que em 2012 e 2013 as coisas vão melhorar? Veremos. 

O que me parece certo é que não se aguentará muito tempo nesta situação. Caso não apareçam sinais positivos nos próximos 1 ou 2 anos o sistema político poderá estar seriamente em causa. O que poderá vir daí será naturalmente incerto, mas estarão criadas as condições para mudanças profundas.

Descubra as diferenças

10 Nov

Democracia e Capitalismo – uma relação em fim de vida?

9 Nov

Quando no início da década de 90 se profetizou o fim da história, acreditava-se que democracia e capitalismo teriam um futuro risonho à sua frente. As forças do mal (as ditaduras e as economias planificadas) seriam paulatinamente reduzidas a pó por esta poderosa coligação e os povos do mundo viveriam finalmente em paz e prosperidade. Não demorou muito tempo para que tudo isto fosse posto em causa. A ascensão da China enquanto potencia global e a proliferação do islamismo radical, só para citar os exemplos mais flagrantes, abalaram os fundamentos da referida tese. Os últimos desenvolvimentos na Grécia e na Itália deram porventura a uma forte machadada e indiciam que o fim de ciclo se aproxima. Democracia e capitalismo cortaram relações.

Wallerstein, um dos maiores intelectuais do séc. XX, numa entrevista dada recentemente, avança com algumas ideias. Para ele a questão central agora não é saber se o capitalismo sobreviverá como sistema, mas sim saber qual o sistema que o substituirá. O capitalismo sobreviveu bem durante 500 anos e soube, muito mais do que os sistemas anteriores, dar respostas às necessidades. Contudo, como todos os sistemas tem as suas contradições e terá um fim. Esse fim, segundo ele, começou nos anos 70 e terminará em 20 ou 30 anos. Estamos então numa bifurcação ou num ponto de viragem onde as opções são avançar para um modelo mais igualitário e mais democrático ou para um sistema mais desigual, explorador e menos democrático. Seguindo a linha de pensamento da velha escola marxista, o produto final será naturalmente aquele que sair como resultado da relação de poder entre as forças em conflito (leia-se classes, sub-classes ou pós-classes de acordo com a revisão histórica que mais se gostar do conceito de luta entre os interesses contraditórios de exploradores e de explorados).

Mikis Theodorakis, um outro intelectual embora de outras áreas (quem não gosta deste concerto?), lançou em Maio um apelo aos povos da europeus para se levantarem contra o regresso do fascismo, desta vez sob a forma de ditadura dos mercados. Para ele, il n’y pas d’autre solution que de remplacer l’actuel modèle économique européen, conçu pour générer des dettes, et revenir à une politique de stimulation de la demande et du développement, à un protectionnisme doté d’un contrôle drastique de la Finance. Si les Etats ne s’imposent pas sur les marchés, ces derniers les engloutiront, en même temps que la démocratie et tous les acquis de la civilisation européenne. Theodorakis estava certo. Não foi preciso esperar muito tempo para se ver uma proposta de referendo colocar em sentido toda a Europa. 

Mas nem só de más notícias se vive actualmente. Parece que para os lados de Itália, os mercados estão a conseguir resolver de forma bem rápida e eficaz um problema chamado Berlusconi. Bastaram uns meses de pressão sobre a dívida italiana para que o governo italiano fosse encostado às cordas. É certo que nesta conjuntura qualquer futuro governo em Itália terá de aplicar um pacote de austeridade bastante duro, o que terá um impacto duríssimo sobre os ombros dos italianos. No entanto, só o facto de estar anunciada a saída de cena de um dos maiores embustes da política do séc. XXI (só mesmo batido por George Bush), já dá algum animo às hostes europeias. As garrafas de champanhe vão finalmente poder sair. 

 

Comecem mas é a jogar futebol a sério…

2 Nov

Muita gente me pergunta por aqui “mas o que é que se passa com o teu clube?” Eu normalmente encolho os ombros e respondo com alguma convicção “é só uma má fase, isto vai-se recompor e vamos ser campeões em Portugal e fazer uma boa Champions”. Espero não estar enganado, mas pelo andar da carruagem a coisa não vai ser nada fácil. A equipa entra em campo displicente, lenta e atabalhoada. Os jogadores parecem cansados e quase sem excepção acumulam exibições sofríveis. Hulk passa o jogo a perder bolas. Moutinho parece uma andorinha naquele meio campo. Álvaro Pereira é uma sombra daquilo a que nos habituou. Até o Rolando se deixou comer por esta apatia colectiva.

O jogo de ontem foi mau demais para ser verdade e por mais incrível que pudesse parecer ao início, o Porto tem a qualificação comprometida. O futebol não é uma ciência exacta e por vezes basta uma pequena faísca para se ganhar embalagem (veja-se o caso do Sporting este ano). Espero que essa faísca apareça depressa. A paciência tem limites. Comecem mas é a jogar futebol a sério…

Que me provem o contrário…

28 Out

Peço desculpa aos muitos admiradores, mas a música de intervenção anglo-saxónica nunca me convenceu. Talvez o inglês não seja uma língua muito dotada para este estilo musical por ter bem menos recursos do que por exemplo o espanhol, o francês e o português. Também pode ser pelo facto dos regimes políticos nestes países terem sido em média bastante mais suaves do que a maioria dos outros e como tal a força motivadora e inspiradora do cancioneiro interventivo (principalmente a represão) não se fez sentir com tanta intensidade.

Como em tudo, há algumas excepções. Joan Baez é uma delas, talvez a única que me vem à cabeça neste momento e mesmo assim as melhores canções dela são cantadas precisamente em espanhol e sendo quase todas versões de clássicos hispânicos. Confesso que a dada altura tentei gostar de Bob Dylan mas, para o bem ou para o mal, a química não aconteceu. Tentei também forçar a empatia com a rockalhada Woodstockiana e com os seus derivados, mas sem sucesso. Quanto a Beatles e Rolling Stones nunca me dei ao trabalho de tentar gostar, simplesmente não me entra no ouvido. Aceito sugestões.

Aqui fica uma incursão bem sucedida pelo mundo brasileiro!