Clear path for mister Romney

11 Abr

Foi quando não se esperava que o inevitável aconteceu. Rick Santorum anunciou que desistiu de tentar a nomeação republicana para as eleições presidenciais norte-americanas marcadas para Novembro.

Santorum sofreu um duro revés na semana passada, quando perdeu o Wisconsin, o que a juntar às derrotas copiosas em Maryland e District of Columbia, reforçou ainda mais a posição já avassaladora de Mitt Romney. Mas o ultra-conservador jurou que ia continuar na corrida e manteve os ataques ao candidato mórmon. Aliás, durante o fim-de-semana, houve movimentações no comité republicano do Texas de forma a tornar aquele estado em ‘winner take all’, ao invés de distribuição proporcional dos 155 delegados (o maior, apenas superado pela Califórnia, feudo de Romney). Desta forma, e ambicionando ainda vitórias na Carolina do Norte, Arkansas, Kentucky, Indiana, Dakota do Sul e Nebraska, a campanha de Santorum manteria a esperança viva. Isto, claro, dando por adquirido que a Pennsylvania estava ganha. Pois não estava e as últimas sondagens até indicavam que Romney podia muito bem conquistar o estado natal do ultraconservador. Foi tendo isto em consciência que levou Rick a abandonar a corrida. Já perdera uma eleição local em 2006 de forma humilhante e não podia arriscar fazê-lo outra vez (e desta vez a derrota significaria um sério revés para as primárias de 2016). Cai o pano. Rick Santorum vai agora preparar-se para daqui a quatro anos.

Acontece que o agora ex-candidato teve uma saída amarga. Não declarou o apoio a Mitt Romney, o mais que certo candidato (contrastando com Newt Gingrich, que já disse que lutaria por Romney da mesma forma que o faria por ele próprio), e embarcou num silêncio ruidoso. As agendas pessoais falam mais alto, ao que parece. Não é o silêncio que fica mal (uma das filhas de Santorum viu o seu estado de saúde agravado e é essa a prioridade de Rick). É o não apoio expresso. O caminho a sós que o ultra-conservador escolheu só prova, mais uma vez, que o quadro de candidaturas republicanas em 2012 é dos mais fracos da memória recente.

Barack Obama, muito vulnerável, agradece, e perante o ‘bluff’ que tem sido o seu mandato, talvez venha a conseguir uma vitória pouco merecida a 6 de Novembro. There is no room for Romney.

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