Numa notícia publicada no Jornal Público de hoje (Ter 27 Mar 2012), o título diz tudo
– Obama apanhado a prometer ‘flexibilidade’ a Medvedev após reeleição.
Mais do que estranheza pela relação cordial entre os dois (em que até Medvedev diz que “iria passar a mensagem a Vladimir Putin”, aquando da concretização do jogo de cadeiras entre ambos), muito oposta à tensão histórica recente Rússia-EUA, estranho a falta de consciência da classe política dirigente no Mundo. (E eu faço parte daquele grupo de portugueses que põe o nosso País no lugar cimeiro da lista dos que mais confiam no Presidente Americano).
Já não é um episódio novo: Bush era rei neste jogo e até o nosso Vítor Gaspar já pôde dar mostras do seu Inglês fluido (mais do que o Português até, dizem) em agradecimentos a um Ministro Alemão. A única pergunta que parece surgir é
– mas será que eles não percebem mesmo que estão a ser ouvidos?
Que as cimeiras e reuniões internacionais são sempre muito atarefadas, já o sabemos. Que não deixem tempo sequer para que se fale sem ser em frente de câmaras e microfones parece ser um dado novo. Ou temos uma liderança pouco esclarecida acerca do “Big Brother” mediático que os rodeia (e que pode facilmente levar ao esquecimento sobre a sua presença tal é a contínua cobertura) ou a temos com uma completa indiferença face ao que possa ser divulgado ou não (mostrando aí uma certa insensibilidade quanto ao que é a diplomacia e os efeitos da sua má gestão corrente). Qualquer uma das hipóteses não me agrada.
Eu, por cá, fico incrédulo com este tipo de situações e penso por vezes como é possível estas situações ocorrerem sem darmos (darem) por elas. A propósito, podem não ter notado mas é Dia Mundial do Teatro. Resta-me um forte
– muita merda,
se me permitem a expressão.
P.S.: No mesmo jornal vale a pena ler a crónica da página 51 “Convém lembrar que o teatro vem da Grécia…”, escrita pelo encenador Castro Guedes.
E então ninguém? Será que também já tem a certeza que vai ser reeleito, da mesma forma como foi eleito?
Fantástico!