UE: Estados Unidos?

12 Mar

Numa altura em que muitos se interrogam sobre a existência de solidariedade na Europa, surge uma questão cada vez mais premente:

– Devemos caminhar para uma federação de estados ou manter o actual esquema de “união” de nações?

Sempre que um país entra para a União Europeia (UE) são feitos esforços para a sua total integração. Procura-se um sistema rodoviário que permita agilizar as comunicações internas, equalizam-se investimentos em áreas-chave, força-se a entrada na moeda única e são impostas regras de conduta na diplomacia internacional que permitam ao País em causa fazer parte do grupo com a ética superior(isante) da Europa. Mas como igualar culturas inigualáveis? E o que se perde com esta nivelação? Será que quando acabar o fluxo de fundos para a integração estaremos no ponto desejado?

Já temos as estrelinhas...

A entreajuda entre estados da Europa a 27 tem que ser um ponto-chave da estratégia da UE. Se queremos rivalizar economias enormemente produtivas e com uma mentalidade empreendedora totalmente diferente da nossa só o conseguiremos com uns Estados Unidos da Europa ou individualmente, criando mecanismos de defesa que não comprometam mais ninguém (actualmente, somos um dos grandes prejudicados por não se poder desvalorizar a moeda única e criar maior competitividade). Os líderes europeus (quem?) tem sido peritos em manter um estado de meio termo entre nós. Estamos constantemente num

– não é carne nem é peixe

que só é proveitoso a alguns. Não defendo aqui que a federação nem a saída da UE pois trata-se de um assunto que ainda necessita de maior debate para definir as minhas convicções, mas entristece-me uma Merkosarkeuropa que impõe a torto e a direito políticas de austeridade que só enfraquecem a união, criando um sentimento eurocéptico em muitos países, quando a Alemanha foi claramente a maior beneficiária da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e posteriores CEE e UE. Sem esta entreajuda poderosa que recebeu ainda hoje estaríamos a aplicar sanções a uma Alemanha esmagada pelo impacto do nazismo e muitos perdões não teriam sido concedidos.

 

Falemos a sério sobre o assunto e, perdoem-me a expressão, tenham tomates e deixemo-nos de tretas.

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