2011 – R.I.P.

30 Dez

Os anos não têm culpa. Não são mais do que um aglomerado de dias, que por sua vez, seguindo a mesma lógica, ficam também isentos de um processo acusatório.

É obvio que sem datas que nos recordassem bons ou maus momentos, a nossa história seria apenas um aglomerado de acontecimentos perdidos.

Tenho pena de 2011.

Já por si, de um ponto de vista formal, era ímpar de formação, com uma grande propensão ao esquecimento, pois aparece depois de 2010, ano redondo, e antecede 2012, o ano em que segundo os Maias tudo acabará! Portanto, se à partida os pressupostos estético-semânticos não eram muito abonatórios, o conteúdo trágico deste 2011, acabou por surpreender mesmo aqueles indivíduos com grande superavit de MedinaCarreirismo.

Estava então este 2011, acabado de se instalar no calendário, ordenando os 366 tal como mandam as regras, quando estala a revolução no mundo Árabe. É fácil imaginar a irritação deste, é como quando após uma jornada de grandes trabalhos nos preparámos com a cerveja gelada nas mãos para ver o jogo de futebol, e, algo de trágico acontece. Não é que a tragédia seja menos importante que o ecrã da televisão (até porque hoje em dia são interdependentes), é apenas aquela estranha noção de timing, que leva os que são crentes a pensar, que qualquer força cósmica acordou com vontade de nos tornar o dia mais difícil. Em frente.

Dizia pois que 2011 começou atribulado.

Continuou depois também de uma forma agitada, e prepara-se para encerrar com uma nuvem de incertezas tão densa, que leva o mais agnóstico a pensar que se calhar os Maias não estavam assim tão errados.

Eu poderia enumerar aqui os acontecimentos mais marcantes de 2011, mas os meus colegas já o fizeram, e de uma forma bem mais eficaz do que aquilo que eu poderia fazer, daí que para evitar uma nova contabilização de factores, eu carregarei no enter e iniciarei um novo parágrafo, este de caracter conclusivo. (é obvio que isto pode também ser encarado como uma tentativa de me esquivar a um aprofundamento crítico de inúmeras situações que mereceriam referência, dando assim a entender que o meu conhecimento acerca de 2011 era bastante completo, e que se tratava apenas de uma atitude altruísta em relação aos leitores, quando na verdade se trata de um caso de pura preguiça intelectual, que diga-se de passagem já dura há vários anos e em que cuja recuperação já não deposito grandes esperanças. Mas enfim vamos lá ao tal enter)

Ca este ele, o parágrafo conclusivo, em jeito de homenagem ao ano que se finda. Se este texto pouco reflecte acerca do ano 2011, e se trata no fundo de um aglomerado de palavras num A4 virtual, sem qualquer adição válida de conteúdo acerca do que cada um viu e reviu neste ano de profundas mudanças, a esperança é de que no próximo ano os textos sejam mais brilhantes, com mais conteúdo. E é isto que eu desejo para mim e para cada um de vocês no próximo ano – que façamos aquilo que fazemos hoje de uma forma ainda melhor. Nesse momento sim, superaremos a crise.

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