O mundo está cheio de nevoeiro!

18 Nov

Hoje está um daqueles dias tristes e envergonhados, que se esconde por detrás de uma capa de uma substancia cuja composição química não sei, mas que aprendi desde cedo que se chama nevoeiro.

Embalado pela sonolência mental que normalmente tal fenómeno me provoca, estranhei quando o meu cérebro organizou pensamentos e me pôs a cismar se, o mundo de hoje não está também envolto por uma capa bem espessa de nevoeiro.

Oiço pessoas com vozes cansadas dizerem que já não vêm noticiários. Eu também acho que se nos quisermos manter informados, temos que saber lidar com esta bruma em forma de mundo, que uma vez já o foi. Não que nós, aqueles que estão do lado de fora da cortina, não tenhamos acesso a tudo o que se passa no mundo. Temos acesso a tudo: noticias, opiniões, teorias da conspiração, et cetera, et cetera, et cetera, três pontinhos

O problema é que o nevoeiro começa nesta amalgama, enroupado de boas e más intenções, dando voz a pessoas que têm corações com vários metros de diâmetros, mas também a interesses mesquinhos e pouco claros. Quase sempre é difícil de descobrir onde começam uns e onde acabam os outros.

Quase todas as grandes crises (guerras incluídas) foram provocadas pela ganância e pela ignorância, por isso neste momento não estamos a inovar propriamente.

Alguns dias atrás, decidi ir pesquisar no dicionário o que significava a palavra “Tecnocrata”. Sei que há muitas pessoas, muito bem informadas que já o sabiam, mas eu porém não o sabia. Talvez ficasse melhor na ignorância.

Parece que a solução para as crises (todos os países têm uma, a diferença é que umas são mais histéricas do que outras), são os governos compostos de tecnocratas. Isto, segundo aquele senhor que todas as noites apresenta as noticias, e que de caneta em riste, me tem dado conta de todas essas mudanças de poder que se têm verificado na Europa. Antes de ter aberto o dicionário, quase que apostava comigo mesmo que tecnocrata deveria significar qualquer coisa como assumir o poder sem ser eleito.

À noite, antes de me deitar, irei rabiscar o meu dicionário. Acrescentarei ao lado de todas aquelas letras pequeninas: “Tecnocrata – Difícil de distinguir os contornos. Algo envolto numa névoa bem densa.”

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