Que me provem o contrário…

28 Out

Peço desculpa aos muitos admiradores, mas a música de intervenção anglo-saxónica nunca me convenceu. Talvez o inglês não seja uma língua muito dotada para este estilo musical por ter bem menos recursos do que por exemplo o espanhol, o francês e o português. Também pode ser pelo facto dos regimes políticos nestes países terem sido em média bastante mais suaves do que a maioria dos outros e como tal a força motivadora e inspiradora do cancioneiro interventivo (principalmente a represão) não se fez sentir com tanta intensidade.

Como em tudo, há algumas excepções. Joan Baez é uma delas, talvez a única que me vem à cabeça neste momento e mesmo assim as melhores canções dela são cantadas precisamente em espanhol e sendo quase todas versões de clássicos hispânicos. Confesso que a dada altura tentei gostar de Bob Dylan mas, para o bem ou para o mal, a química não aconteceu. Tentei também forçar a empatia com a rockalhada Woodstockiana e com os seus derivados, mas sem sucesso. Quanto a Beatles e Rolling Stones nunca me dei ao trabalho de tentar gostar, simplesmente não me entra no ouvido. Aceito sugestões.

Aqui fica uma incursão bem sucedida pelo mundo brasileiro!

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