Só mais uma…

9 Out

João jardim ganhou. Outra vez. Já era um resultado esperado, a dúvida estava em

– será uma maioria absoluta ou não?

Foi, por dois deputados, no parlamento; não foi, em percentagem, por dois por cento. Ainda estou a decidir se é boa ou má esta votação. Por um lado, a pessoa que levou a Madeira ao corrente rumo terá que a aguentar durante os próximos anos com a dívida astronómica e os planos de austeridade subsequentes (ainda por decidir se serão divididos pelo País ou pelo arquipélago, numa dúvida curiosamente semelhante à do pagamento da dívida Portuguesa na totalidade pelos cidadãos nacionais ou com a ajuda de uma europa fragmentada), o que considero um tipo de penalização penoso e uma responsabilização adequada pelos actos. Por outro lado, a manutenção da maioria absoluta no Parlamento Madeirense permite a continuação de declarações como

– sabe o que me interessa o que a CNE [Comissão Nacional de Eleições] diz? ZERO!

– a polícia vai proibir as pessoas de serem transportadas para exercerem o seu direito de voto? [em carrinhas de uma empresa pública]

 – uma barbaridade são esses truques baixos do regime socialista

entre outras pérolas ditas só no dia de hoje (perderia muito tempo a referir-me a todos os casos da campanha). Veremos agora as consequências dos actos irregulares que se praticaram. No entanto, há factos interessantes:

– jardim ganha absolutismo apenas no parlamento, não ganha em representatividade. Apuradas as primeiras 9 freguesias, o PSD detia 60% dos votos e sabemos que acaba com 48% – torna-se assim evidente que a população geralmente mais letrada e instruída das cidades penaliza severamente o partido vencedor, enquanto o partido continua a ser uma espécie de clube do interior madeirense, no qual se vota independentemente do que aconteça porque é o nosso clube;

– partidos pequenos como o MPT (Movimento Partido da Terra) e PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza) conquistam um lugar graças às freguesias do Funchal e aumentam assim a representatividade partidária no Parlamento – um ensaio para futuras eleições e uma nota muito positiva, a meu ver;

– josé manuel coelho capitaliza a popularidade ganha nas presidenciais e consegue eleger 3 deputados, tornando o PTP a quarta força política, à frente da CDU;

– o CDS-PP, com uma campanha inteligente e uma oposição continuadamente activa, vê um resultado histórico acontecer, em resultado, diga-se de um marketing político muito bom que tem conseguido passar – diria mesmo que se trata do partido em Portugal que mais protege a sua “marca” e mais a divulga -, trazendo de volta à cena Paulo Portas, apagado num governo de coligação;

– o PS desce com um candidato pouco carismático, com muitas críticas (pertinentes na maioria), mas poucas ideias a acrescentar, penalizado pela governação de Sócrates e a ausência de uma estratégia construtiva de longo prazo do PS para a Madeira (esquecida durante muitos anos); 

– a abstenção na casa dos 42% mantém a tendência das eleições legislativas e presidencias – quantas vezes mais será necessário dizer que se trata de uma abstenção do nosso futuro e não de umas “simples” eleições?

Com este resultado, fica a saber a pouco a vitória a joão jardim mas pode-se congratular de poder continuar a controlar o governo regional (e a imprensa, já agora), para poder prosseguir com a demagogia contra o continente.

Vai ser preciso córagem, termo que usa com esta pronúncia. Córagem, alberto joão. Córagem, povo Madeirense.

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