No, you can’t

25 Set

Banksy in Palestine

A 9 de Julho de 2004 o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) publicou um parecer onde se pronunciava sobre a ilegalidade do Muro de Separação israelita.

‘Nesse Parecer, o TIJ considerou que tanto o Muro como os colonatos israelitas são ilegais, de acordo com o direito internacional e o direito internacional humanitário. No seu parecer, o Tribunal estabeleceu que Israel devia cessar a construção do Muro, desmantelar as secções já concluídas, e indemnizar pelos danos causados pela construção. Neste parecer, o TIJ concluiu que o Muro viola o direito inalienável do povo palestino à autodeterminação. O Tribunal também disse que este era um direito “erga omnes”, ou “que dizia respeito a todos os estados”. É por isso que, entre as muitas recomendações do parecer, se estabelece que todos os Estados são obrigados a agir para pôr termo a qualquer limitação ao exercício do direito à autodeterminação do povo palestino resultante da construção do Muro por Israel.’

Posteriormente a este parecer e em Assembleia Geral da ONU foi aprovada a resolução ES-10/15, exigindo que Israel cumpra o parecer do TIJ na íntegra. Israel prossegue unilateralmente a construção do Muro ilegal alegando questões de segurança mas, – e agora reparem na subtileza – o muro de 711 km de comprimento, que deveria ser construído do lado israelita da fronteira estabelecida a 4 de Junho de 1967 (Linha Verde) tem 85% do seu traçado em território da Cisjordania, ou seja, em Territórios Palestinos Ocupados (TPO) o que permite uma anexação para Israel de cerca de 9% de territórios da Cisjordania ocupada.

Parece-me evidente que a mesma postura foi adoptada nos sucessivos acordos de paz entre Palestina e Israel e que adiar o reconhecimento de forma plena de um estado Palestino continuará a servir apenas os interesses israelitas. Para Israel os acordos são apenas uma forma de empatar tempo enquanto se constroem novos colonatos ou se expandem os existentes (indo contra os princípios adoptados nos tratados). Ao mesmo tempo que se estabelecem pontes em tratados ‘virtuais’, cidadãos palestinos continuam a ser parados quotidianamente em postos de controlo, muros ilegais são erguidos, e bulldozers continuam a avançar sobre casas de famílias palestinas para permitir as expansões dos colonatos judaicos.

Quase um ano após o célebre discurso onde defendia o reconhecimento de um estado Palestino, Obama faz uma inversão de 180° e ameaça vetar a proposta submetida por Abbas. Afinal as eleições estão à porta e o lobby israelita tem muito peso na política norte-americana.

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