Menos madeira e menos carros

25 Set

Agora que cheguei de um belo periodo de vacaciones, em que de notícias pouco ou nada avistava, deparo-me com os meus belos meios de comunicação social envoltos em discussões sobre madeira e jardins.

Diz-se por aí que alberto joão jardim, esse Senhor madeirense, escondeu desde 2004 (quanto a este ano inicial ainda há alguma dúvida) uns quantos milhares de milhões de euros em despesa pública não facturada. Coisa pouca, claro!, tendo em conta a magnífica, estupenda, maravilhosa obra deixada àquela região autónoma. Melhor que isto apenas dizer que o fez para se defender de um “ataque socialista”. É de mérito ter coragem para se endividar com vista a se defender de alguém. Vai na volta, foi isto que aconteceu à maioria dos portugueses. Tanto dinheiro gasto em analistas sem soluções nem causas claras para o início e fim desta crise e temos a resposta aqui tão perto.

A pessoas como alberto joão falta claramente vergonha, que sobra em palavreado barato para madeirense ouvir. Agora ameaça com a independência. Gostava de ver isso, por acaso… seria interessante ver onde iam buscar o dinheiro (ou terra) para tapar o buraco que por lá (dizem os continentais!) andar. Crime numa nova República Madeirense e um novo Governo Regional do Continente, como diz Ricardo Araújo Pereira.

Poucos devem ter notado mas a passada semana foi a semana europeia da mobilidade. Numa era em que todos os jovens com menos de 20/25 anos já estudaram na escola os efeitos nefastos da poluição, já sabem dos carrinhos a mais que temos nas cidades, do quão bom e bonito é andar de bicicleta, do desporto que tanta falta faz para vivermos saudáveis, da doença que o planeta tem e que é causada apenas e só pelo ser humano, entre tantos outros factos interessantes sobre o dito “meio ambiente”; é de pasmar que esta semana tenha sido, em Lisboa, apenas assunto de conversa esporádica de rádio e de meia dúzia de placards electrónicos anunciando o encerramento de uma ou duas artérias durante umas horinhas. Nem chegou a ser conversa de café. Lembro-me de ter uns oito anos e ir para Almada andar a pé, de bicicleta, de patins durante vários dias de uma semana inteira em que havia animação cultural nas ruas, insufláveis, espaços de recreio abertos na via pública e muita gente a querer sair à rua. Fazem falta medidas de real contenção da poluição como a obrigação por lei da instalação de filtros de carbono em todas as indústrias que emitam gases de efeito de estufa, a limitação da circulação de carros nos centros históricos, a criação de parques de estacionamento no exterior das cidades e proibição de veículos ligeiros de passageiros no centro da cidade – levando ao fomento do transporte público e usufruto do espaço público -, criação de zonas ribeirinhas de lazer cortadas à circulação automóvel, entre tantas outras ideias simples mas ainda a caminho do papel. Crime.

 

Por fim, não compreendo porque é que para ter um cartão de um banco com nome inscrito não posso ter apenas “Diogo” e preciso de um qualquer apelido:

– é porque necessitamos de saber como o tratar

– tratem-me por “diogo”, só “diogo” por favor.

Menos madeira, menos carros e, já agora, menos apelidos.

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