Jardim não rima com liberdade

7 Set

9 de Outubro. A acreditar nas palavras de Alberto João Jardim, que diz que só governa de novo a Madeira com maioria absoluta, este pode ser um dia histórico no arquipélago e em todo o país. As eleições regionais madeirenses podem de facto trazer surpresas, há muito ansiadas.

Muito se tem falado do buraco da dívida da Madeira, no valor de 500 milhões de euros. Alberto João já o confirmou, dizendo que ascende “perto do valor de um orçamento regional”, embora o seu secretário regional do Plano e Finanças, José Ventura Garcês, venha dizer que não. “Não são situações novas. Não é nenhum buraco. Trata-se de consolidar à dívida pública regional uma empresa regional e a extinção de uma Parceria Pública Privada, que acabou e o Governo teve de assumir a dívida”, disse.

Carlos Abreu Amorim, novel eminência parda do “pê ésse dismo”, acha estranho que se fale do assunto em vésperas de eleições no arquipélago. De facto, para que falar do buraco? E para quê fazê-lo em véspera da decisão da continuação ou não nas ilhas da mesma onda que causou o desvio nas últimas quase quatro décadas? Haja decedência.

O PS parte unido em redor de Maximiano Martins, algo que já não acontecia no reino da rosa há muitos anos.

Já o CDS, unido ao PSD a nível nacional, parece madar essa coligação às malvas quando se trata da Madeira. José Manuel Rodrigues está à espreita e não é por acaso que o aniversário do partido e as jornadas parlamentares têm os domínios de Jardim como palco.

Na casa da laranja, Miguel Albuquerque, presidente da Câmara do Funchal, mantém um estranho comportamento, ora tido como advesário interno de Jardim e participando em acções do CDS, ora reafirmando que o seu partido é o PSD e que disso não haja dúvidas.

A verdade é que as eleições na Madeira, dadas como ganhas aos pontos por Jardim desde que se candidatou há muitos, muitos anos, podem desta vez não ser favas contadas. Os sinais estão lá todos, nomeadamente num artigo publicado no Expresso, da autoria de Duarte Caires, demolidor para Alberto João. “33 anos de Jardim. Eis o calvário?”, começa por perguntar o jornalista. E termina a questionar se depois de 9 de Outubro “os madeirenses fizeram alguma coisa ou ficaram parados a olhar”.

Mais tarde saberemos, mais uma coisa parece certa. Duarte Caires vai perder o emprego, se depender do caríssimo Alberto João.

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Uma resposta to “Jardim não rima com liberdade”

  1. Leonel Fernandes 8 de Setembro de 2011 às 10:55 AM #

    Era bom relembrar a derrapagem da casa da musica do Porto e ai sim existiu e existe um buraco mas um pouco maior.
    LASF

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