“Básica é a senhora e tem que beber mais chá para deixar de ser básica”

27 Jul

Mais uma semana, mais uma peixeirada entre Alfredo Barroso e Teresa Caeiro. O nível de debate (?) entre ambos no Frente-a-Frente da SIC Notícias tem tido episódios bastante truculentos, mas nunca como nesta semana. Teresa Caeiro esteve muito mal, Alfredo Barroso mal esteve, Mário Crespo pior que os dois. “A si custa-lhe ter um debate com elevação e sem tentar arrastar toda a gente para um lamaçal, que é onde o senhor gosta de se mover”, por Teresa Caeiro. “O senhor tem um discurso básico”, novamente Teggy. “Básica é a senhora e tem que beber mais chá para deixar de ser básica”, desta vez Alfredo Barroso. E Mário Crespo sem mão (ou sem vontade) de pôr termo a este decadente espectáculo.

Teresa Caeiro é deputada, vice-presidente da Assembleia da República, antiga secretária de Estado da Cultura. Alfredo Barroso é fundador do PS, antigo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e antigo Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Mário Crespo, um dos principais rostos da SIC Notícias, único jornalista português credenciado junto das presidências de George H. Bush e Bill Clinto. Não estamos a falar de zés-ninguéns sem responsabilidades ou sem currículo, e mesmo a esses a falta de educação e de nível seria censurável.

Tal como o programa está desenhado, os dois protagonistas representam a esquerda e a direita em Portugal, ou alguma esquerda e alguma direita, e não podem apresentar um chorrilho de disparates como aconteceu. Mário Crespo representará (e aqui o condicional não é ilusório) uma certa nata do jornalismo. Não pode embarcar, mais uma vez, em sectarismos e opções políticas, legítimas é certo, mas noutras esferas.

É por estas e por outras que o português comum (e o mais seleccionado, já agora) não se inibe e já chama à boca cheia de palhaços, chulos, energúmenos e outros bonitos apelidos quem nos governa. E também quem põe a falar quem nos governa. Repare-se na blague da SIC Notícias sobre a interpretação do novel ministro das Finanças, Vítor “primo de Francisco Louçã” Gaspar do composto de palavras “desvio colossal”.

Palavras para quê, parece que já não é (terá sido alguma vez?) para levar a sério.

Voltando à Teresa e ao Alfredo, bom, quem sabe não é tudo sintoma de quem precisa de ir de férias urgentemente. Mas não vão, porque o Orçamento Rectificativo já está aí à porta.

Quanto ao povo? É tudo uma questão de interpretação. Pá!

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