I’m not in a good moody’s…

8 Jul

O corte abrupto e escandaloso do rating da dívida Portuguesa por parte da Moody’s, numa altura em que o País toma medidas absolutamente drásticas para a redução da despesa, só me leva a crer que nos aqui na Europa já andamos a ser gozados há muito, muito tempo!
Senão veja-se: Há um País com altos níveis de endividamento e com um défice excessivo e cujo produto irá crescer este ano entre 2,5% e 2,7%, muito abaixo do que todos esperariam. Esse Pais é o campeão mundial do endividamento externo:

Apesar disso esse País continua muito bem cotado pelas agências de rating:

Não, não estou a falar de Portugal ou da Grécia.
Ora, os nossos amigos do outro lado do oceano têm um tecto de endividamento que será ultrapassado em Agosto, e que se mantendo legislativamente, os impedirá de pagar as suas dívidas. O curioso, é que os mesmos analistas de mercado que chamam Portugueses e Gregos de incompetentes porque nunca souberam regular as suas contas públicas, são os mesmos que pedem para que o Congresso Americano aprove o alargamento deste tecto legal, para que os Estados Unidos continuem a aumentar a sua, desde já astronómica, divida externa.
E o argumento, se bem que economicamente muito bem explicadinho por muitos gurus da economia, resume-se em grandes traços a um apelo a que os Estados Unidos continuem a gastar mais para que o mundo não entre em recessão. Um pouco diferente da nossa receita, que deveremos continuar a gastar cada vez menos.

Por tudo isto não sei que mais escrever acerca desta vergonha a nível mundial, deste circo em que os mercados financeiros se tornaram. Esta gente esta a fazer mais pelo colapso do capitalismo tal como o conhecemos, do que toda a extrema-esquerda espalhada por esse mundo inteiro.

Para terminar, e depois de umas boas gargalhadas proporcionadas pelo relatório da Moody’s , e que aconselho vivamente a leitura, queria apenas referir o facto de que a Moodys pelos vistos conhece muito bem a realidade Portuguesa. De tal forma que devia andar ocupada a analisar as economias europeias, no momento do “quase” colapso da economia mundial resultante da falência de alguns dos bancos de investimento, por sinal cotados com AAA.

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