que usos dar ao Mar (e que estratégias estamos já a adoptar)?

3 Jul

Foi com esta interrogação que acabei a minha última intervenção.

Se te questionar(es)

– a que é que associas o Mar?

– barcos e pesca

– pois, passado

digo-te eu. Isso tratava-se do uso tradicional do Mar. Hoje, vamos mais além.

Devemos mudar o paradigma com estes novos significados:

– exploração offshore de gás e petróleo

– energias renováveis (marés, ondas, éolica offshore – um bom dossier sobre esta energia neste site)

– grandes reservas marinhas para a preservação da biodiversidade

– aquacultura onshore e offshore (para mais informações recomendo vivamente irem aqui), incluíndo algas para produzir biomassa e biocombustíveis ou até o fabrico de papel

– transporte de curta distância nas costas europeias

– prospecção e exploração dos fundos marinhos para obtenção de novos recursos naturais (desenvolvimento da biotecnologia marinha e sua aplicação na farmacêutica, cosmética e indústria alimentar)

– extracção de inertes

entre tantos outros usos, sem nunca esquecer, obviamente, a sustentabilidade (creio mesmo que esta é o valor fundamental de qualquer actividade humana na era actual).

– como concretizar esta mudança de paradigma

pergunta-me a/o leitora/leitor. Como frisa, tiago pitta e cunha no seu livro  Portugal e o Mar, À Redescoberta da Geografia, (já referido por mim anteriormente, numa edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos, Abril de 2011), “só quando aceitarmos a dissociação entre políticas e tutelas poderemos ter políticas que dependam de várias tutelas e haver tutelas que partilhem o exercício de uma mesma política”. É necessário nos assuntos do Mar uma política transversal, interministerial, mais do que um ministério pomposo ou uma secretaria de estado. Como muitas outras pastas, o alcance do Mar vai além de um ministério – envolve transportes, pescas, energias, planeamento territorial, entre tantos outros tópicos. Assim como não faz sentido um ministério da terra não faz sentido um ministério da terra que concentre a tutela das actividades terrestres, não faz sentido um ministério do Mar. É urgente criar uma pasta para os assuntos do Mar.

Nos próximos anos, dois grandes factores ganharão relevo:

– “ordenamento e planeamento espacial do Mar, para se poder fomentar desenvolvimento económico, com harmonia de usos do Mar e respeito pela integridade do ambiente marinho”

– “valoração dos serviços ecossistémicos que o ambiente marinho e costeiro nos prestam e começasm a ser vistos eles mesmos como um activo económico a preservar e explorar sustentadamente”

Se portugal se quer Portugal e um país de futuro, temos que criar uma imagem de marca e essa imagem pode muito bem ser o Mar. Como ouvi um dia um comentador político afirmar “o brasil pode ter favelas, milhões abaixo do limiar da pobreza, criminalidade, insegurança, mas a marca brasil é alegria, grandes praias, mulheres bonitas, um país de sonho, é isso que passa cá para fora e é isso que, em último caso, importa no comércio internacional – qualquer investidor gostaria hoje de investir no brasil”. O mau branding começa em nós quando falamos com estrangeiros e apenas mostramos uma imagem negativa do país.

– então e as estratégias nacionais e europeias já adoptadas ou a adoptar que nos tinhas prometido?

– para a semana, cara/caro leitora/leitor, para a semana.

Ate lá,

Carpe Diem

Diogo

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: